MORDEDORES

Marcela Levi e Lucía Russo improvável produções – RJ

MORDEDORES 2

local: Galeria Clube dos Diários
duração: 50 min
ingresso: R$16 inteira / R$8 meia
classificação: 12anos
lotação: 73 lugares

Em 2014 Marcela Levi e Lucia Russo deram início a um processo de longa duração que demandava a participação colaborativa de jovens performers numa pesquisa sobre a violência, entendida e experimentada para além de suas conotações imediatas de aniquilamento, morte e destruição. Contrariando o imaginário (e as políticas culturais e sociais) que visam pacificar a violência por meio de uma dopagem, de um esvaziamento de energia – também eles, evidentemente, violentos – realizados em nome de harmonia edificante, Levi e Russo incorporam a energia da violência como disparadora de uma espiral de forças em tensão. Ao corpo contemporâneo blindado e asséptico, na desesperada busca de uma fortaleza auto-protetora envolvido em fantasias cosméticas contrapõe-se um corpo permeável, mais elástico, que pode romper, que suja e se suja, que pensa e é pensado, morde e é mordido.

FICHA TÉCNICA:
direção artística: Marcela Levi & Lucía Russo
performance e co-criação: Daniel Passi, Gabriela Cordovez,
Ícaro Gaya, João Victor Cavalcante, Luan Machado,
Lucía Russo e Tamires Costa
colaboração dramatúrgica: Laura Erber
desenho de luz: Andrea Capella
desenho de som: toda a equipe
figurino: Paula Stroher
apoio: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro,
Centro de Artes da Maré, Lia Rodrigues Cia de Danças,
Casa Funarte Paschoal Carlos Magno, Projeto Entre/Espaço
Cultural Municipal Sérgio Porto, Espaço Cultural Sítio Canto
da Sabiá e Consulado da Argentina no Rio de Janeiro
coprodução: Iberescena / Funarte e Cooperativa Disentida
patrocínio: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e
Secretaria Municipal de Cultura (SMC)
produção e realização artística: Improvável Produções
Foto: Renato Mangolin

Marcela Levi e Lucía Russo fundaram em 2010 a Improvável Produções. Levi & Russo apostam em um projeto de autoria compartilhada, em uma direção artística que aponta para um regime de sentido aberto em que diferentes posições inventivas se entrecruzam em um processo que acolhe linhas desviantes, dissenso e diferenças internas como força crítica construtiva e não como polaridades contraditórias e autoexcludentes.